Febre amarela matou macacos em quatro cidades da região

A febre amarela voltou a ser destaque nos noticiários e a zona da mata mineira preocupa as autoridades estaduais. Na região a doença foi a causa da morte de macacos em quatro cidades: Mar de Espanha, Matias Barbosa, Simão Pereira e Santana do Deserto. Todas localizadas a mais de 100 km de Recreio. Em Mar de Espanha um homem veio a óbito de febre amarela.

Macaco morto. Foto: Arquivo de internet.

Segundo o portal de notícias G1 Zona da Mata, o Governo de Minas divulgou atualizações sobre os casos da doença na zona da mata durante entrevista coletiva na Superintendência Regional de Saúde em Juiz de Fora. O subsecretário de Saúde de Minas Gerais, Rodrigo Said, além de confirmar que os macacos das quatro cidades morreram devido a febre amarela, ele disse que na cidade de Goianá há suspeitas que um homem tenha vindo a óbito por causa da doença. O caso está em investigação. Já em Mar de Espanha a morte de um homem de 40 anos foi confirmada.

De julho de 2017 até o momento, foram 460 epizootias, que são as mortes de macacos, em 144 municípios de Minas. Em 21 cidades foram confirmadas a febre como a causa. Anda seguem em investigação as mortes de macacos em Juiz de Fora, Lima Duarte, Pedro Teixeira, Rio Novo, Santos Dumont, Piau e Belmiro Braga.

O subsecretário de Saúde destacou que apesar do grande percentual de pessoas imunizadas no Estado, 81%, a meta estabelecida é de 95%. Para alcançar este índice, novas ações de mobilização estão sendo realizadas.

Todos os casos confirmados da doença até o momento foram do ciclo silvestre da febre amarela, no qual a transmissão acontece pelos mosquitos Haemagogus e o Sabethes. Estes vetores vivem nas matas e na beira de rios.

Em 2017, alguns macacos foram encontrados mortos em Recreio, tanto na área urbana, quanto na rural, e as análises dos órgãos estaduais da causa dos óbitos deram negativo para a doença que voltou a preocupar a todos.

Febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos infestados. Em área rural ou de floresta, os macacos são os principais hospedeiros e a transmissão ocorre pela picada dos mosquitos transmissores infectados Haemagogus e Sabethes. Já em ambiente urbano, a partir do Aedes aegypti, de acordo com o Ministério da Saúde. Não há transmissão direta de pessoa a pessoa.

Os macacos não transmitem a enfermidade para os humanos. O achado de primatas mortos serve de alerta para que os órgãos de saúde pública intensifiquem campanhas de vacinação.

Com informações: G1 Zona da Mata.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *