LIRAa aponta Recreio em estado de alerta para infestação do Aedes aegypti

O primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti “LIRAa” de 2018 realizado em Recreio apontou a área urbana com 3,6% de infestação do mosquito transmissor da dengue, da chikungunya, do zika vírus e da febre amarela em área urbana. O diagnóstico é considerado estado de alerta conforme escala do Ministério da Saúde.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 10 de janeiro. Ao todo foram identificados 27 focos positivos nas seguintes áreas: Machados: Rua Paulino Ferreira Neto (5) e Rua Nelson Ferreira Machado (4); Sebastião Dadú Aruda: Rua José Pretinho (1), Rua Tenente Joaquim Pereira (1), Avenida Oswaldo Alvim (3), Rua Gonçalves Neto (2) e Rua Governador Valadares (1); Canto da Fábrica: Rua Ferreira Martins (2) e Rua Maria das Dores (2); Planalto: Travessa Thiano (1), Rua Firmino Borges (1) e Rua Jesus Vargas de Carvalho (1); Alto do Asilo: Rua Ormeu Ferreira (1) e Rua Benedito Neres (1); e Horto: Rua Lauro Brito (1).

O Ministério da Saúde classifica como de risco quando mais de 3,9% dos imóveis pesquisados estão com incidência das larvas do mosquito. Menos de 3,9% é definido como estado de alerta, e satisfatório quando o índice está abaixo de 1%.

Em Recreio, o último LIRAa havia sido realizado no mês de outubro, na época o diagnóstico foi de 1,4% de infestação do Aedes aegypti.

Para intensificar os trabalhos a equipe da Vigilância Epidemiológica está aplicando inseticida com UBV Costal em locais estratégicos, além das visitas de rotina e de orientações à população. A Vigilância lembra que os casos de focos são sempre os mesmos (garrafas, latas, pneus, pratinhos de flor e etc.) e na grande maioria os objetos com água parada estão em quintais ou dentro de residências.

Segundo Leandra Rosa, referência técnica da Epidemiologia Municipal, “neste mês de janeiro 9 notificações suspeitas de dengue foram registradas em Recreio, sendo 7 ocorrências na última semana. Na maioria dos pacientes notificados houve a necessidade de exames de sorologia para comprovar se os casos são reagentes ou não reagentes para dengue. Este exame é o mais comum atualmente para diagnóstico da doença. Ele detecta os anticorpos IgM e IgG que o organismo produz para combater a dengue. O IgM aparece entre 6 e 10 dias após o momento em que o paciente adquire o vírus, por isso o teste deve ser feito a partir do 6º dia”.

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