Saúde de Recreio tem déficit de quase R$ 1 milhão

Não é de hoje que assistimos nos telejornais a situação caótica da saúde pública por todo o Brasil: falta de medicamentos em farmácias populares, pacientes em filas de espera por cirurgias, carência de exames e até hospitais sendo fechados. Tudo isso passa pela ausência de recursos financeiros nas cidades. Como é o caso de Recreio, aonde a saúde tem um déficit de quase R$ 1 milhão.

O Site Pólis teve acesso a um levantamento do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais “COSEMS” que demonstra todo este caos que aflige, principalmente, a população mais carente. O motivo é a falta de repasses financeiros do Estado ao Município.

Confira os dados por área:

Assistência farmacêutica – R$ 194.545,62;

Atenção básica – R$ 639.693,34;

Gestão – R$ 10 mil;

Média e alta complexidade – R$ 22.750,92;

Vigilância em saúde – R$ 152.598,50;

Total – R$ 974.588,38.

A fonte destes dados, de acordo com o COSEMS, é o SIAFI/Portal da Transparência: www.transparencia.mg.gov.br. Os balanços estão atualizados até 16 de fevereiro de 2018 e só se referem às dívidas contraídas até 31 de dezembro de 2017. Dívidas vencidas em 2018 não constam no relatório disponível em http://intranet.cosemsmg.com.br/relatorio-detalhado-de-identificacao-da-divida-do-estado-de-minas-gerais-ate-fevereiro-2018/.

Em contato com o prefeito de Recreio, José Maria Barros, e com a secretária de Saúde, Gabriela Helena, eles descreveram que mesmo com este déficit o governo municipal tem tentado a todo custo manter os serviços de saúde disponíveis à população.

“Em 2017, a Prefeitura investiu quase o dobro do limite constitucional de 15%, mesmo diante da crise financeira que causa transtornos nas atividades administrativas não só em Recreio, mas, em grande parte dos municípios brasileiros. Para manter os serviços está sendo necessário usar as receitas próprias, ou seja, da mesma fonte que é utilizada para  o pagamento do funcionalismo”, informou o prefeito.

Acesse o Relatório Recreio.

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