Em meio ao caos financeiro fica a pergunta: cadê os deputados?

Em meio ao caos financeiro que aflige Recreio, ocasionado pela dívida do Governo do Estado com o Município que chega a quase R$ 3 milhões, fica uma pergunta: cadê os deputados? Diversos leitores do Site Pólis questionaram a posição dos parlamentares que tiveram votações expressivas em Recreio nas eleições de outubro deste ano. Enviamos e-mails e aguardamos um posicionamento.

Os atrasos de repasses do Governo do Estado que são de direito das prefeituras começaram há mais de 1 ano e desde então, os governos municipais têm sido obrigados a custear transporte escolar, salários de profissionais da educação, assistência social, saúde e outras áreas, com recursos próprios.

A dívida estadual com Recreio é de quase R$ 3 milhões, segundo dados apresentados pela Associação Mineira de Municípios “AMM”. E dentro deste caos nenhum parlamentar, tanto estadual, como também federal, tem se manifestado para ajudar a pequena cidade que depende destes repasses para fazer a máquina pública funcionar, principalmente, no que diz respeito ao pagamento do funcionalismo.

O Site Pólis enviou e-mail para os deputados mais votados em Recreio, com mandato, ou que vão iniciar mandato em 2019 com a seguinte mensagem: “gostaríamos de receber um posicionamento do (a) deputado (a) sobre a crise financeira nos municípios acarretada pela falta de repasses do Governo do Estado as prefeituras. E o que o (a) senhor (a) tem feito para ajudar a sanar este problema.

O e-mail foi enviado aos deputados estaduais: Isauro Calais, majoritário, mas não reelegeu; Braulio Braz, 4º mais votado e reeleito; Lafayette Andrada, 4º mais votado em Recreio, vai trocar a Assembleia Legislativa pela Câmara Federal. Aos federais: Misael Varell, majoritário e reeleito; Margarida Salomão, 2ª mais votada e reeleita; e Júlio Delgado, 3º mais votado e reeleito. Aguardamos a posição dos parlamentares.

O caos financeiro não é um problema apenas de Recreio, todos municípios mineiros estão passando por esta aflição. A AMM calcula que a dívida do Estado com todas as prefeituras seja de mais de R$ 10 bilhões, referentes a Transporte Escolar, Piso Mineiro da Assistência Social, Saúde, FUNDEB, ICMS e etc.

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