O Real é um esquema de pirâmide

Economia: Por Davi Carneiro*

O dinheiro é o produto mais interessante da economia, tendo diferentes pontos de vista até no ramo da economia. Contudo há um fato que é inegável, o seu sistema atual é na prática um esquema de pirâmide.

Quem entra paga para quem sai, assim como temos em várias empresas que utilizam esse esquema criminoso como disfarce de marketing multinível, o esquema da previdência social e entre várias outras pirâmides, a moeda fiduciária também se porta como tal.

Isso ocorre por causa da reserva bancária fracionária, onde o banco consegue multiplicar seu caixa através de uma certa quantia depositada, e assim emprestar crédito que até mesmo não existe. Exemplificando: Uma pessoa deposita 100 no banco X, outro indivíduo retira 91 desse banco e deposita no Y, e um terceiro retira 82 do Y e deposita no Z. E essa conta vai se seguindo assim por diante.

Na prática temos apenas 100 reais que a primeira pessoa depositou, mas com o sistema de reserva fracionária, os bancos calculam que há 1000 na economia. 900 reais de crédito foram criados do nada. E o que acontece se a primeira pessoa tentar retirar os 100 que ela depositou? A economia desmorona.

Isso é uma característica comum no sistema econômico mundial, a crise na Grécia foi assim, e para tentar reverter isso o governo imprimiu crédito e decretou feriado bancário, impedindo os cidadãos de retirar o próprio dinheiro. É isso o que está acontecendo nos Estados Unidos, onde a falta de crédito é o maior problema e é isso que está ocasionando a alta do dólar inclusive. Para solucionar isso o Federal Reserve terá que imprimir 10 trilhões de dólares, ou seja, está tentando resolver um problema gerado por criação de crédito com mais criação de crédito.

Toda moeda fiduciária, ou seja, moeda que não tem lastro, funciona dessa maneira na economia atual. Uma maneira que na prática é um esquema de pirâmide, no qual quem entra paga para aquele que está saindo, mas no final, a maioria da população é quem sai prejudicada. Um exemplo disso foi o Banco Central aprovando a impressão de 9 bilhões para o auxílio emergencial pois estava faltando esse crédito.

No final o sistema econômico de expansão de base monetária e reserva bancária fracionada não basta de políticas econômicas falidas, dadas como erradas ainda no século XX quando o economista Friedirich Hayek ganhou o Nobel de Economia desmentindo essa política.

O real é pirâmide, a maior parte do dinheiro que aparece nas telas dos bancos não existe, e quando a população resolver sacar esse dinheiro por causa da crise, o que vai acontecer? Seria utópico imaginar um cenário otimista. A crise é inevitável, e a única dica que tenho é a mesma que venho dizendo desde o início da minha coluna aqui no Pólis: tenham dinheiro em caixa.

*O texto é de responsabilidade do autor.

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